domingo, 17 de maio de 2015

O saber vázio


Tenho chegado a um consenso interno de que a teoria se difere muito da prática. Digo isso em todos os âmbitos da vida, sendo profissional, emocional, familiar, comportamental....enfim. 
Saber não significa que sua prática será alterada. Para por em prática um novo conhecimento é preciso a criação de um novo hábito, e isso leva tempo e muito gasto de energia.
Por isso é tão difícil mudar, e por isso algumas pessoas entram no comodismo. São cheias de novas ideias, mas vazias de novas atitudes.

Divagando na aula.

Hoje na minha aula de neuroanatomia estávamos estudando sobre a divisão do sistema nervoso periférico, e claro falamos sobre os neurônios que compõe esse sistema, e seus neurotransmissores. Ok, e o que tem de tão interessante nisso? Bem, acontece que para que seu corpo tenha um estimulo qualquer para promover uma ação, os neurotransmissores são liberados e são recebidos por receptores do “outro lado do canal” dos neurônios, são levados para as glândulas, músculos esqueléticos e lisos, enfim todos os órgãos efetores para que aja um comando promovendo assim determinada ação. Acontece que não são os neurotransmissores que emitem a informação do que deve ser feito, e sim os receptores. Não importa o que seja enviado, o que vai determinar a ação são os receptores que recebem os neurotransmissores.
Fui um pouco longe em minhas divagações, confesso. Mas me fez refletir sobre o que fazemos quando recebemos um estimulo qualquer, o que fazemos em relação aquilo que nos é dado? Seja uma oportunidade de trabalho, seja uma grosseria desnecessária, seja a oportunidade de cursarmos uma faculdade, enfim tanto coisas que julgamos positivas quanto negativas, o que fazemos com essas coisas? O que fazemos com os neurotransmissores que as situações da vida nos enviam? Então entendi que nós somos os receptores, e somos nós quem transformamos essas informações dando um sentido de ação pra elas. Isso nos tira da comodidade de sermos sempre vitimas das situações que são impostas a nós. Isso nos torna ativos no nosso poder de decisão, de dar uma ação positiva a qualquer estimulo enviado pelo nosso neurotransmissor, afinal eles são os estimulos que nós precisamos para nos movermos pra uma ação, sem eles ficaríamos inertes.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Encontros

Na andança percebi que cada um trás consigo grande bagagem.  Não se pode julgá-la como sendo boa ou má, depende do destino aonde se quer chegar, depende dos recursos que lhe foram fornecidos e quão rudimentar era a sua morada. Portanto, não me importa se é bela ou feia, pesada ou leve, a bagagem é fruto do caminhar, mas são as experiências que frutificam o caminhante. A bagagem mostra de onde viemos, mas o caminhante nos mostra aonde quer chegar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O erro

Estamos todos suscetíveis a cometer erros, e por vezes até erros que já cometemos outrora. A dor é inevitável, a sensação de resignação diante da consequência iminente que nos faz querer diminuir diante dela. Porém rebaixar-se diante disto seria reforçar o erro cometido. Penso que resignar-se a dor é protelar o recomeço e a nova tentativa de, enfim, acertar.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Medo

Me pego olhando o passado e revisando-o meticulosamente para que ele não se repita no meu presente. O medo de que tudo retorne e tome conta e eu perca o controle, a situação de humilhação com a qual eu sempre me deparei são sensações que eu não quero reviver nem mesmo artificialmente nas janelas da minha lembrança. Para que isso não ocorra na realidade é necessário um treinamento continuo. Ocorre que, quando paro e me vejo na minha atual realidade sinto-me massacrada por mim mesma e pelo meu total afastamento da sensibilidade emocional. Ela foi trocada pelo medo. Medo do descaso, medo do abuso, medo da violência, medo da dissimulação, medo da incerteza que é o outro. O medo me protege e me sufoca ao mesmo tempo. O medo me distância do perigo e de mim. O medo me restringe do erro e também dos sentimentos de afeto, da confiança que não é gerada. O medo é uma faca de dois gumes que corta tanto os que se aproximam como a mim, me fatiando em tantos pedaços quanto puder. E então eu me pergunto se o medo me ampara ou me destrói, se me protege ou me faz mal. Meu maior medo é também meu maior anseio, que alguém desperte tal confiança em mim que me faça capaz de amar, ou então, que seja capaz de me destruir.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Abuso de poder

Abuso de poder é o que tenho visto. Abuso de um falso poder onde um homem escraviza outro por dinheiro, onde a educação não é mutua e os direitos são desiguais. O que tem me irritado é a arrogância e a prepotência das pessoas que se acham no direito de maltratar outras por terem mais poder aquisitivo, por serem os compradores, os usurpadores do serviço alheio.
Sinto imensa alegria em reconhecer que a superioridade desses é frágil, imposta e superficial, pois aquilo que é realmente valioso estes não possuem, que são caráter, respeito, amor ao próximo e a humildade. Enriquecer os bolsos é a meta de muitas pessoas, mas poucas se preocupam em enriquecer a alma.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Renascer



Decifra-me os sentimentos, excita-me os sentidos. Isso que te lanço não é um pedido, é um desafio. Prova-me aquilo em que desacredito com atos duradouros e sólidos. Esvazia-te do orgulho e do medo e ponha à prova o que sentes. Morde um pedaço da vida e experimenta o sabor do fel, então torna a mordê-la e sente como muda o gosto, transformando-se em ambrosia. Cala-te, não digas palavras vãs, pois palavras foram feitas para edificar. Ama-te para amar todo o resto, até a mim. Ouve a voz da tua consciência, ouve o que dizes a ti mesmo. Não sejas escravo do teu corpo. Desafio-te a seres o que és, e assim sendo sê feliz e leva felicidade.