Hoje na minha aula de neuroanatomia estávamos estudando sobre a divisão do sistema nervoso periférico, e claro falamos sobre os neurônios que compõe esse sistema, e seus neurotransmissores. Ok, e o que tem de tão interessante nisso? Bem, acontece que para que seu corpo tenha um estimulo qualquer para promover uma ação, os neurotransmissores são liberados e são recebidos por receptores do “outro lado do canal” dos neurônios, são levados para as glândulas, músculos esqueléticos e lisos, enfim todos os órgãos efetores para que aja um comando promovendo assim determinada ação. Acontece que não são os neurotransmissores que emitem a informação do que deve ser feito, e sim os receptores. Não importa o que seja enviado, o que vai determinar a ação são os receptores que recebem os neurotransmissores.
Fui um pouco longe em minhas divagações, confesso. Mas me fez refletir sobre o que fazemos quando recebemos um estimulo qualquer, o que fazemos em relação aquilo que nos é dado? Seja uma oportunidade de trabalho, seja uma grosseria desnecessária, seja a oportunidade de cursarmos uma faculdade, enfim tanto coisas que julgamos positivas quanto negativas, o que fazemos com essas coisas? O que fazemos com os neurotransmissores que as situações da vida nos enviam? Então entendi que nós somos os receptores, e somos nós quem transformamos essas informações dando um sentido de ação pra elas. Isso nos tira da comodidade de sermos sempre vitimas das situações que são impostas a nós. Isso nos torna ativos no nosso poder de decisão, de dar uma ação positiva a qualquer estimulo enviado pelo nosso neurotransmissor, afinal eles são os estimulos que nós precisamos para nos movermos pra uma ação, sem eles ficaríamos inertes.
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