Tenho compreendido que tudo que nos afasta do amor
nos mata um pouco mais a cada dia. E vejo hoje três coisas
principais que nos afastam do amor, são elas o medo, a vergonha e a
culpa. Penso que todo esse arsenal nos afasta do amor como uma
armadura protege o guerreiro em uma batalha. Nessa batalha vejo que o
mais temido golpe seja ser vulnerável diante dos outros, então cada
pessoa em nossa vida se torna um inimigo ferrenho.
Esse arsenal de
guerra nasce no âmbito do relacionamento familiar, posso dizer que
aprendemos na infância a nos munirmos contra o outro em uma
tentativa de autopreservação.
O amor nos despe
dessas coisas, estar nu no mundo perece aterrorizante, mas não foi
assim que viemos parar nele?! Completamente nus, sem defesas,
vulneráveis...e mesmo assim não sobrevivemos?! Bem, eu tenho
aprendido muito com o amor, tenho aprendido a deixar de lado minhas
armas de defesa e agir mesmo sentindo medo, vergonha ou culpa. Me
libertar dessa armadura tem me deixado leve pra que outros se
aproximem. E veja bem, minha nudes faz outros se despirem também!!!
Viver em amor me
ensinou que estar vulnerável me aproxima dos outros, e mais do que
isso me faz olhar o outro com mais compaixão e verdade. Enxergo hoje
que todos somos tão iguais que não há porque se manter tão armado
assim. Ver em mim fraquezas por detrás de toda aquela parafernalha
de equipamentos defensivos, me fez enxergar o outro nu mesmo armado
contra mim. Essa é a maior das belezas do amor, ele muda o nosso
olhar sobre as coisas, nos dá uma nova lente para enxergar o outro.
Então vendo que a ação do outro parte apenas de um desejo de
autodefesa posso perdoá-lo, não sinto-me ofendido e nem rejeitado
por ele, ao contrário sinto o desejo de acolhê-lho e mostrar-lhe
“Ei estou nu, não precisa se armar contra mim!”, sim isso é
vulnerabilidade extrema e isso também não é atestado certo de que
o outro se sentirá seguro para se desarmar, mas aí está a beleza
do amor, ela parte de si própria e não como uma resposta a um
comportamento determinado. O amor age por si mesmo, quem enxergar
através das lentes do amor só consegue mesmo amar.