Na andança percebi que cada um trás consigo grande bagagem. Não se pode julgá-la como sendo boa ou má,
depende do destino aonde se quer chegar, depende dos recursos que lhe foram
fornecidos e quão rudimentar era a sua morada. Portanto, não me importa se é
bela ou feia, pesada ou leve, a bagagem é fruto do caminhar, mas são as experiências
que frutificam o caminhante. A bagagem mostra de onde viemos, mas o caminhante nos
mostra aonde quer chegar.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
O erro
Estamos todos suscetíveis a cometer erros, e por vezes até erros que já cometemos outrora. A dor é inevitável, a sensação de resignação diante da consequência iminente que nos faz querer diminuir diante dela. Porém rebaixar-se diante disto seria reforçar o erro cometido. Penso que resignar-se a dor é protelar o recomeço e a nova tentativa de, enfim, acertar.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Medo
Me pego olhando o passado e revisando-o meticulosamente para que ele não se repita no meu presente. O medo de que tudo retorne e tome conta e eu perca o controle, a situação de humilhação com a qual eu sempre me deparei são sensações que eu não quero reviver nem mesmo artificialmente nas janelas da minha lembrança. Para que isso não ocorra na realidade é necessário um treinamento continuo. Ocorre que, quando paro e me vejo na minha atual realidade sinto-me massacrada por mim mesma e pelo meu total afastamento da sensibilidade emocional. Ela foi trocada pelo medo. Medo do descaso, medo do abuso, medo da violência, medo da dissimulação, medo da incerteza que é o outro. O medo me protege e me sufoca ao mesmo tempo. O medo me distância do perigo e de mim. O medo me restringe do erro e também dos sentimentos de afeto, da confiança que não é gerada. O medo é uma faca de dois gumes que corta tanto os que se aproximam como a mim, me fatiando em tantos pedaços quanto puder. E então eu me pergunto se o medo me ampara ou me destrói, se me protege ou me faz mal. Meu maior medo é também meu maior anseio, que alguém desperte tal confiança em mim que me faça capaz de amar, ou então, que seja capaz de me destruir.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Abuso de poder
Abuso de poder é o que tenho visto. Abuso de um falso poder onde um homem escraviza outro por dinheiro, onde a educação não é mutua e os direitos são desiguais. O que tem me irritado é a arrogância e a prepotência das pessoas que se acham no direito de maltratar outras por terem mais poder aquisitivo, por serem os compradores, os usurpadores do serviço alheio.
Sinto imensa alegria em reconhecer que a superioridade desses é frágil, imposta e superficial, pois aquilo que é realmente valioso estes não possuem, que são caráter, respeito, amor ao próximo e a humildade. Enriquecer os bolsos é a meta de muitas pessoas, mas poucas se preocupam em enriquecer a alma.
Sinto imensa alegria em reconhecer que a superioridade desses é frágil, imposta e superficial, pois aquilo que é realmente valioso estes não possuem, que são caráter, respeito, amor ao próximo e a humildade. Enriquecer os bolsos é a meta de muitas pessoas, mas poucas se preocupam em enriquecer a alma.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Renascer
Decifra-me os
sentimentos, excita-me os sentidos. Isso que te lanço não é um pedido, é um
desafio. Prova-me aquilo em que desacredito com atos duradouros e sólidos.
Esvazia-te do orgulho e do medo e ponha à prova o que sentes. Morde um pedaço
da vida e experimenta o sabor do fel, então torna a mordê-la e sente como muda
o gosto, transformando-se em ambrosia. Cala-te, não digas palavras vãs, pois
palavras foram feitas para edificar. Ama-te para amar todo o resto, até a mim.
Ouve a voz da tua consciência, ouve o que dizes a ti mesmo. Não sejas escravo
do teu corpo. Desafio-te a seres o que és, e assim sendo sê feliz e leva
felicidade.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Flor
O amor é flor
Delicado
Precisa de cuidado
Precisa ser regado
Precisa ser podado
O amor precisa ser cheirado
Precisa ser sentido
Precisa ser olhado
Pois se assim não for,
Como a flor,
Deixa de ter valor
E murcha de tristeza
sábado, 8 de setembro de 2012
Enviado.
Aquilo que a mantinha tornou-se dor.
No meio daquela noite opressora,
entre lágrimas que corriam pela sua face, foi amparada. Não havia ninguém ali,
só ela e seu pesar, mas mesmo assim sentia-se resguardada. Quem poderia fazê-lo
se estava só? Seria então um enviado do Senhor. E ele a alimentava com paz. E de
seus tensos músculos se desfizeram os nós.
Mas como pode um anjo ali estar, tão disposto
e somente para lhe ajudar? Então lembrou-se do seu pedido feito em oração,
pediu a Deus um anjo guardião.
Renato Alvim - Anjo
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