quinta-feira, 28 de julho de 2016

o tempo da espera


o tempo da espera pode ser longo. seus segundos são contáveis. seus minutos são infinitos. suas horas são angustia. seus dias desespero.
o tempo da espera pode ser curto. seus segundos passageiros. seus minutos preciosos. suas horas construção. seus dias sabedoria.
o tempo da espera é tão longo quanto curto, é um tempo que não pode ser calculado. 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Centelha

O que eu tenho descoberto com o amor tem me dito muito mais sobre quem eu sou do que sobre 'o que amado' . Eu tenho conhecido uma parte doce dentro de mim que estava escondida; uma parte que se apega a detalhes; em que tudo que é dado é feito com esmero e arabescos. Cada detalhe importa, porque cada parte do que se vai, vai com o pedaço de amor. E não se engane que esse amor se esgota, pelo contrário, quando um pedaço se vai dois se formam. 
E esse amor só existe porque há em mim uma centelha de amor, e como tudo no amor, a centelha vira  chama e a chama não tem fim, tudo à alimenta. Ah...quem me dera ter eu achado esse amor dentro de mim antes, quantos milhares de detalhes eu perdi, quantos zilhares de arabescos eu deixei de criar... Bem não importa, o amor veio em boa hora. Quantos bilhares de detalhes eu irei notar de agora em diante, e quantos trizilhares de arabescos com esmero irei criar. Há um mundo de possibilidades me esperando no amor, há um oceano de centelhas queimando dentro de mim. Ah...quanto amor eu irei distribuir, quanto amor eu irei plantar e espalhar e deixar para além de mim. Há uma razão para viver, e essa razão sempre foi amar.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016



Mas não apenas isso: alegremo-nos também por nossas dificuldades, porque sabemos que as dificuldades produzem resistência, resistência produz caráter, e caráter produz esperança.” 
(Romanos 5. 3-4)



Venho refletindo nesse texto a algum tempo e tenho encontrado muita verdade nele. Nossas dificuldades são necessárias para que possamos adquirir crescimento, sem elas seriamos dominados pelo nosso ego. As dificuldades nos levam a pensar e entender mais o próximo e também a avaliarmos a nós mesmos. Não somos formados de palavras (subjetividade), mas sim de atitudes (real), uma vez que somos aquilo que fazemos e a que reagimos. Nossos discursos normalmente são carregados de altruísmo, racionalidade e igualdade, mas basta sermos confrontados por um momento que caímos nas armadilhas de nossas próprias palavras, desaprovando-as com atitudes.

As dificuldades produzem resistência. No texto interpreto que as dificuldades nos mostram a realidade de quem somos, onde nossas ações entram em confronto com os nossos discursos visto que, segundo o dicionário um dos significados da palavra resistência é: propriedade de um corpo que reage contra a ação de outro corpo. Por essa razão as dificuldades produzem resistência, e por sua vez, essa resistência produz caráter, pois a partir deste confronto podemos alinhar nosso discurso com as nossas atitudes, e o caráter nada mais é do que a firmeza e coerência de nossas atitudes. As dificuldades impreterivelmente nos tiram da zona de conforto, nos impelem ao auto confronto e conhecimento, e por fim a mudança.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Presença


Para ouvirmos o nosso espírito é preciso calar a voz e calar os pensamentos. O espírito precisa de silêncio para ser ouvido. O desejo do espírito é adorar o criador em todo tempo, e contemplar o silêncio é adorar pois no silêncio somos capazes de ouvir o Santo Espírito de Deus e juntamente a Ele, nosso espírito é capaz de contemplar a grandeza de Deus.
Que em meio ao tumulto dos nossos desejos, dos nossos afazeres, da satisfação dos nossos vícios nós possamos encontrar um tempo de silêncio, para contemplar e adorar o nosso criador. 
É incrível pensar que temos livre acesso aquele que nos criou e triste como nos privamos disso ou esquecemos, simplesmente por não sabermos ficar em silêncio.

domingo, 8 de novembro de 2015

Suave

Todos carregam dentro de si um amor suave, cheio de vontade de se dar, de receber e compartilhar.
Todos nascem, na verdade, com esse instinto inerente dentro do corpo, que veio do sêmen que vai para o seio.
O que não se sabe é como encontrá-lo dentro de si, como disparar o gatilho que o aciona e como o pertencer eternamente.
Eu tenho um palpite. Este amor vem de dentro da gente; não depende do outro; ele é livre leve e solto; não tem razão de estar nem de ser e nem de pertencer.
E quando, enfim, esse amor transborda suave pelo corpo, ele atingi o outro e torna-se infindável. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Despertar do coma

Após acordar de um coma de muitos anos, vejo diante de mim uma vida que nunca parou, um tempo que não me esperou, momentos que passaram sem meu consentimento sem minha real presença, talvez oportunidades tenham sido perdidas e nunca mais voltarão. Mas o fato é: existe uma vida diante de mim que enfim posso vivê-la.
É assim que me sinto depois de anos dentro de uma depressão sem fim, e ainda há quem diga que é apenas uma desculpa. Aliás, sem fim não, porque aqui ponho um fim reconhecendo que isso não tem mais domínio sobre mim, que minhas tristezas são reais e que felizmente eu sou superior a todas elas.

E aqui estou enfim, eu naquela encruzilhada, e eu lembro muito bem quando foi a primeira vez que eu me encontrei em frente à bifurcação da vida, e ali eu me senti indecisa, frágil, sozinha, imersa em um medo infinito incapaz de vencê-lo. E por muitos anos eu fui correndo de um lado pro outro, querendo viver os dois caminhos, mas com o passar do tempo eles iam se distanciando cada vez mais, entre eles se formavam muros de espinhos e eu me cortava ao atravessa-los, e eu me machucava e estava dividida e no fim não vivia nenhum dos dois. Então eu parei de correr, eu parei de ir de um caminho pro outro e voltei até a linha de largada e fiquei lá por um bom tempo, avaliando e analisando em qual das estradas eu seguiria. Olhando a bifurcação dos caminhos da minha vida, amedrontada: eu era responsável pelo meu destino futuro. “Quão amargos são os caminhos, mas quão doces são os frutos que colherei no fim deles?”, essa questão ecoava dentro de mim. Enfim resolvi escolher, e ai sim acordei de um coma induzido por mim. Muitos não entenderão que esse não foi um tempo perdido, mas um tempo necessário. E a partir daqui sigo um caminho. Nele existem incertezas, percalços, superações, quedas...mas é certo que no fim haverá vitória.

domingo, 17 de maio de 2015

O saber vázio


Tenho chegado a um consenso interno de que a teoria se difere muito da prática. Digo isso em todos os âmbitos da vida, sendo profissional, emocional, familiar, comportamental....enfim. 
Saber não significa que sua prática será alterada. Para por em prática um novo conhecimento é preciso a criação de um novo hábito, e isso leva tempo e muito gasto de energia.
Por isso é tão difícil mudar, e por isso algumas pessoas entram no comodismo. São cheias de novas ideias, mas vazias de novas atitudes.