segunda-feira, 18 de junho de 2012


Ficar cômodo a uma situação é triste e doloroso.  O medo de mudar e perder a miséria que possui, sem conseguir amplificar os horizontes e ver que se pode conquistar coisas muito melhores e maiores é estar cego. Ficar preso a pequena realidade que nos cerca é quase vazio, já que o mundo nos proporciona tantas novas oportunidades todos os dias.
A escolha de sair do que é cômodo é um novo fôlego de vida.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Imensidão.


Desde pequena eu sempre tive medo da imensidão. Quando eu tomava banho de mar era tomada por um pavor inexplicável; quando viajava e via as montanhas enormes pela janela do carro sentia vertigem pela sua sinuosidade e grandeza. A sensação que eu tinha era que tudo ali ia me engolir, como se eu fosse tão, mais tão pequena que não fazia sentido existir. Era uma sensação tão gloriosa que me dava medo, medo de ser insignificante demais diante de tanta grandeza.

O meu problema sempre foi o medo. Medo da imensidão, medo do escuro, medo de palhaço, medo de me expressar, medo de “amar errado”. MEDO. FRAQUEZA. Com o passar do tempo fui me livrando de alguns medos. A maturidade nos permite entender, por exemplo, que no escuro temos a mesma coisa de quando acendemos as luzes.

Quanto à imensidão ainda sinto um frio na barriga, mas descobri que também existe uma imensidão dentro de mim. E essa imensidão precisa ser explorada tanto interna como externamente. Ainda tenho receio de me perder na imensidão, mas sei que posso me afundar sem medo de ser pequena demais e insignificante, porque descobri que eu faço parte dessa imensidão, eu a completo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Um suspiro, não sei se é de alivio ou de tristeza. Talvez um alívio triste de quem tentou provar pra si que as coisas podiam ser diferentes, mas que comprovou que elas sempre são iguais ou decepcionantemente parecidas.
Hoje vou dormir mais desesperançosa das pessoas desse mundo. Hoje derrubo mais uma lágrima por ser convencida do pior. As esperanças que tenho em relação a este mundo e as pessoas que o compõe têm morrido a cada dia, por ver o desamor crescer e a mentira reinar.
Estou tranquila apenas por saber que tenho cumprido com a minha parte, da melhor forma possível, tratando bem meu semelhante e sempre trazendo a sinceridade dentro de mim.
Só espero que um dia cada um faça a sua parte, como eu tenho feito a minha, e saiba que ela fará a diferença. Porque o respeito e o amor ao próximo tende ser vividos por cada um de nós.

Van Gogh -Noite Estrelada Sobre o Reno

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Inexistente.



Sentir falta daquilo que você nunca teve é estranho. É mais distante do que a lembrança. É mais dolorido do que a saudade. É como se tivesse existido, mas apenas dentro de você, dentro do seu desejo de ter. É querer e não saber reconhecer muito bem o que se quer, nem onde encontrar.
Às vezes eu me sinto só, com esse meu desejo de ter algo que eu só tive nos meus pensamentos. Eu vagueio lenta pelo tempo e seus momentos. Eu procuro sem saber ao certo se realmente existe ou se é só lenda. Eu acho tempo pra perder tempo. Eu vou lento dentro de mim, explodindo de vontade. Eu perco a força e a fé, mas recupero pensando já estar próxima. Eu me engano. Eu acabo confundindo.
                                                                                  No fim das contas penso que o
                                                                amor é apenas uma ilusão
                                                                   que minha mente criou  
                                                                         para amenizar a      
                                                                             minha dor.     
                                                                                Amor.  


terça-feira, 1 de maio de 2012


Precisamos desenvolver autocontrole para não cairmos na cilada dos maus pensamentos, para não sermos dominados e conduzidos por sentimentos que nos fazem estagnar. O autocontrole faz com que não sejamos escravos de nós mesmos e de nossas mazelas.
Cada dia eu passo a me sentir mais viva, por me aproximar mais de mim, por evoluir. Os momentos ruins são como aquelas chuvas fortes e com vento que parecem bagunçar tudo e parece que nunca vai passar. E quando menos se espera ela se vai e tudo está em seu lugar, e o sol brilha mais forte e tudo está mais verde. Tudo foi lavado e o belo permanece.
                                               

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Respeito

Não é possível cobrarmos de nós a mesma paciência e disposição todos os dias. Existem dias de vulnerabilidade, em que as coisas parecem muito maiores do que realmente são, e temos que aprender a respeitar esses momentos.
Respeitar-se, como isso é importante, mas quase não é levado em consideração. Respeitar-se para ser respeitado, para aprender a respeitar o outro.
Viver o momento de acordo com as nossas possibilidades sempre tentando evoluir, sempre levando em conta o respeito.