Quão apaixonantes são os caminhos que nos fazem errar. Quão certos se mostram no momento da ansiedade. Quão reluzentes quando exaltam nosso ego. Quão inquestionáveis quando depreciam o que quer que seja. Quão grandes quando comparados ao pó da poeira. São ilusão no meio da confusão do pensamento, inclusive alimento para este eles são. Quão apaixonantes são os erros quando eles, sem querer, nos afastam de quem somos.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Mil Palavras
Chegou o momento que eu aprendi que o silêncio fala mais que mil palavras. Sim, foi e está sendo difícil, mas creio que a dificuldade faça parte do amadurecimento interior. Quantas coisas eu tenho vontade de dizer, mas que as palavras são incapazes de traduzir, até porque um sentimento não se traduz em palavras. Os atos, por vezes, dizem muito mais, porém também temos que saber e entender que nem sempre vamos poder fazê-lo, esse é o momento em que o silêncio pode falar por si. No início ele pode parecer uma tortura ou um ato de egoísmo ou covardia, mas acredite é preciso ter muito mais coragem para calar, visto que no silêncio as intenções e palavras ficam subentendidas dando margem a qualquer tipo de interpretação aos desatenciosos. Por que, como eu disse no início, o silêncio fala mais que mil palavras, e até para fazê-lo precisasse saber precisamente sua intenção, exprimindo sua essência ao outro. Mas sem devanear muito, o silêncio não é, em absoluto, um ato de covardia, mas sim de resguardo tanto de si quanto do outro, o que prova ainda mais a sinceridade do sentimento. Por fim, o silêncio nada mais é que um ato maduro da alma, que deixa de ansiar deliberadamente evitando ferir-Se e ferir.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Semelhantes
Hoje acordei com o coração apertado e refletindo percebi que depois de tantos anos observando as pessoas agora eu entendo como somos tão parecidos. Eu, que venho estudando sobre a singularidade do ser humano, do sentir, do viver, da sua rotina, da forma de se realizar as atividades...só cheguei a conclusão que mesmo com nossa singularidade ainda somos tão semelhantes.
Somos semelhantes pelo fato de sentirmos amor, dor, medo, alegrias, solidão e como todos nós buscamos ser aceitos, e necessitamos do olhar, do abraço, do afago, da companhia, da conexão, do toque, da presença do outro.
Mas percebo que estamos vivendo o caminho inverso de nos aproximarmos pelo que nos iguala, e temos nos afastado por não reconhecermos que somos iguais, por sempre responsabilizarmos o outro pelas nossas dores, por nunca queremos ser o primeiro a dar o primeiro passo.
Acredito que devemos ser a mudança que queremos ver no mundo. E se sentimos falta de amor, companheirismo, confiança, bondade, nós devemos ser a pessoa que espalhará isso no mundo.
As vezes sinto-me egoísta quando rumino as minhas dores e esqueço que minha dor pode ser curada olhando o outro. Vivemos tão presos as nossas próprias rejeições e inseguranças que isso não permite que olhemos para o lado, e tenhamos a consciência de que o outro também tem suas fragilidades.
Isso não significa ignorar sua própria dor, mas sim compartilhar e buscar a cura através do amor mútuo, e compreender que sim nós precisamos um do outro.
quinta-feira, 28 de julho de 2016
o tempo da espera
segunda-feira, 11 de julho de 2016
A Centelha
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
“Mas não apenas isso: alegremo-nos também por nossas dificuldades, porque sabemos que as dificuldades produzem resistência, resistência produz caráter, e caráter produz esperança.”