quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Diga-me para onde vão as palavras depois de ditas. Pairam no ar? Preenchem a alma? Entram em um infinito complexo cruzado?
Diga-me para onde elas vão. Diga-me se vai além da mera comunicação. Fala-me se ela preenche seus espaços ou se te deixa buracos.
Vento - Van Gogh
 

Amor


O amor é infinito em si. Não se pode medi-lo, pois ele é a própria intensidade. Não se conjuga no passado aquilo que é irreversível. Não existe verdadeiro amor, existe apenas amar.  E quando não se tem o amor nos submetemos à paixão. Porque apaixonar-se nada mais é que o desejo de amar.

terça-feira, 21 de agosto de 2012


É bom viver quando se aprende viver. Quando se aprende a cair e levantar, sabendo que as dificuldades são parte da vida e não um motivo para desistir. Quando se aprende a pedir desculpas e a perdoar, por que reconhece que não vale apena viver com velhas magoas e que estamos todos suscetíveis ao erro. Quando se aprende a ter paciência, a viver com calma, a saber ser paciente com o outro, a pedir ajuda e a ajudar. Quando se aprende que para respeitar o outro é necessário respeitar-se, e saber que todos nós temos nossos limites e que eles devem ser respeitados. Quando se aprende a amar, e que para amar o próximo devemos, primeiramente, aprender a nos amar. Quando se aprende que a vida é passageira e que devemos aproveitá-la, extraindo dela o máximo de coisas boas que nos é oferecido, fazendo de cada vivência um aprendizado eterno.

segunda-feira, 18 de junho de 2012


Ficar cômodo a uma situação é triste e doloroso.  O medo de mudar e perder a miséria que possui, sem conseguir amplificar os horizontes e ver que se pode conquistar coisas muito melhores e maiores é estar cego. Ficar preso a pequena realidade que nos cerca é quase vazio, já que o mundo nos proporciona tantas novas oportunidades todos os dias.
A escolha de sair do que é cômodo é um novo fôlego de vida.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Imensidão.


Desde pequena eu sempre tive medo da imensidão. Quando eu tomava banho de mar era tomada por um pavor inexplicável; quando viajava e via as montanhas enormes pela janela do carro sentia vertigem pela sua sinuosidade e grandeza. A sensação que eu tinha era que tudo ali ia me engolir, como se eu fosse tão, mais tão pequena que não fazia sentido existir. Era uma sensação tão gloriosa que me dava medo, medo de ser insignificante demais diante de tanta grandeza.

O meu problema sempre foi o medo. Medo da imensidão, medo do escuro, medo de palhaço, medo de me expressar, medo de “amar errado”. MEDO. FRAQUEZA. Com o passar do tempo fui me livrando de alguns medos. A maturidade nos permite entender, por exemplo, que no escuro temos a mesma coisa de quando acendemos as luzes.

Quanto à imensidão ainda sinto um frio na barriga, mas descobri que também existe uma imensidão dentro de mim. E essa imensidão precisa ser explorada tanto interna como externamente. Ainda tenho receio de me perder na imensidão, mas sei que posso me afundar sem medo de ser pequena demais e insignificante, porque descobri que eu faço parte dessa imensidão, eu a completo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Um suspiro, não sei se é de alivio ou de tristeza. Talvez um alívio triste de quem tentou provar pra si que as coisas podiam ser diferentes, mas que comprovou que elas sempre são iguais ou decepcionantemente parecidas.
Hoje vou dormir mais desesperançosa das pessoas desse mundo. Hoje derrubo mais uma lágrima por ser convencida do pior. As esperanças que tenho em relação a este mundo e as pessoas que o compõe têm morrido a cada dia, por ver o desamor crescer e a mentira reinar.
Estou tranquila apenas por saber que tenho cumprido com a minha parte, da melhor forma possível, tratando bem meu semelhante e sempre trazendo a sinceridade dentro de mim.
Só espero que um dia cada um faça a sua parte, como eu tenho feito a minha, e saiba que ela fará a diferença. Porque o respeito e o amor ao próximo tende ser vividos por cada um de nós.

Van Gogh -Noite Estrelada Sobre o Reno